9.12.15

Partilha do Projeto "À Descoberta de Saberes e de Culturas"

No passado dia 26 de novembro, realizou-se o 1ºEncontro "Aprender em Partilha", deste ano letivo, no qual foi apresentado o projeto "À Descoberta de Saberes e de Culturas".

A coordenadora do projeto, a professora bibliotecária Risoleta Montez, começou por identificar o ponto de partida para a sua construção.

Assim, atendeu-se à realidade vivida com as turmas dos cursos vocacionais e aos fatores favoráveis ao desenvolvimento do projeto.
Como objetivos, foram definidos os seguintes:
- elevar os níveis de literacia dos alunos (...);
- construir um conhecimento globalizante;
- elevar a autoestima e os níveis de motivação.

Quanto às turmas envolvidas são o 6ºC e E, assim como os vocacionais V82 e V91. A representar estas turmas estiveram seis alunos.


 Inês Dias, aluna do 6ºE, explicou como se iniciou o projeto nas turmas do 6ºano: leitura dos capítulos da obra Missão Impossível, da autoria de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada e posterior resposta aos desafios dos guiões de leitura.
Quanto à Ana Marques, aluna do V82, referiu como se iniciou o projeto nas turmas dos vocacionais: realização de um bibliopaper que começou na sala de aula e terminou na biblioteca com a descoberta do livro Missão Impossível. Na verdade, o mistério e o despertar da curiosidade foi uma fonte de motivação e o trabalho em equipa promoveu interação, dinâmica e interajuda.

Momentos do bibliopaper do V82

Momentos do Bibliopaper do V91
Nas semanas posteriores, os alunos do 6º ano tinham a tarefa de resumir cada capítulo e irem às turmas dos vocacionais apresentar esse resumo, como explicou a Leonor Lopes, aluna do 6ºC. Esta aluna, realçou, ainda, o gosto que tiveram em cooperar com os seus colegas e a alegria que sentiram com a sua recetividade, pois eram escutadas com atenção.

Momento da partilha do resumo de um capítulo do livro Missão Impossível no V82
Teorizando um pouco a importância do trabalho cooperado, o psicólogo, Dr. Válter Silva, fez algumas citações de diferentes investigadores, assim como identificou as principais diferenças entre a classe tradicional e a aprendizagem cooperativa, tendo salientado alguns reflexos nos alunos, quando se utilizam estratégias de aprendizagem cooperativa nas aulas:
- há uma promoção da responsabilidade individual face às aprendizagens;
- a memorização aumenta;
- geram-se sentimentos mais positivos face às matérias escolares;
- a aprendizagem é mais ativa;
- os sentimentos de auto-estima são mais elevados.















Dando continuidade à apresentação do trabalho realizado na sala de aula, a Ana Catarina,aluna do V82, mencionou as tarefas concretizadas após a audição dos resumos feitos pelos colegas do 6ºano.


Recolhiam elementos auxiliares da construção de narrativas: personagens, espaços/localidades/países, estados do tempo e objetos.
Quanto aos desafios de escrita foram:
- procura de palavras reveladoras de tristeza, alegria, confusão e raiva;
- pesquisa de onomatopeias;
- escrita de trechos do capítulo, sem utilizar a letra "u";
- pesquisa de inícios e finais de diferentes obras, cuja temática fosse a civilização oriental.

Quanto ao V91, as tarefas foram outras. O Rodrigo Pena explicou, então, que começaram por fazer pesquisas, nas aulas de Português, sobre o Museu do Oriente e, posteriormente, nas aulas de Tratamento Digital de Imagem, construíram um folheto informativo sobre este museu. Ainda nesta disciplina, o João Coimbra realçou a importância que teve para eles serem solicitados a construírem o cartaz e o convite para este Encontro de Professores. Por outro lado, estarem ali presentes a falarem para professores em representação dos restantes colegas da turma foi um grande desafio, mas também  motivo de muita satisfação.


De seguida, a professora bibliotecária, Risoleta Montez, continuou a apresentar os desafios que se seguem para os dois cursos vocacionais e o envolvimento das várias disciplinas na concretização do projeto.
 

Com o desenvolvimento do projeto, prevê-se algum impacto na escola, como a reorientação de alunos desmotivados e/ou dificuldades para soluções mais adequadas aos seus interesses e/ou capacidades e a formação integral do aluno como cidadão do mundo.




6.12.15

Dia Nacional da Cultura Científica

No passado dia 24 de novembro, comemorou-se o Dia Nacional da Cultura Científica que foi criado em 1996 em Portugal, como homenagem a Rómulo de Carvalho nascido nesse dia no ano de 1906.
Rómulo de Carvalho foi professor de Física e Química responsável pela promoção do ensino da ciência e da cultura científica no nosso país. Além de professor, foi metodólogo, investigador e autor de manuais escolares, de livros de divulgação científica e de poesia, estes últimos sob o pseudónimo de António Gedeão.
Lembrando a data, a Equipa da Biblioteca Escolar montou uma pequena exposição com materiais disponibilizados pelo Departamento das Ciências Experimentais.




















A pedido da professora bibliotecária, alguns docentes deste Departamento disponibilizaram-se para dinamizarem algumas experiências para os alunos do 1ºciclo. Assim, foi organizada a ida de três turmas aos laboratórios de Ciências da EB Alexandre Herculano. Foram as turmas do 2º ano dos professores Carla Ribeiro, Joaquim Montez e Sandra Fernandes.

Experiência 1 - Expansão do Balão













Concluíram que o balão começa a encher com o dióxido de carbono que é produzido.



Experiência 2 - A escrita mágica


O papel fica roxo, exceto onde a mensagem foi escrita. O amido do papel combina-se com o iodo
formando moléculas idodo-amido. Estas moléculas são de cor roxa. A vitamina C do limão combina-se com o iodo formando uma molécula sem cor. A área coberta com o sumo de limão permanece inalterada porque o papel está revestido pela vitamina C do limão.

Experiência 3 - Pressão Hidrostática
A intensidade dos jatos de água varia com a profundidade.
A pressão aumenta com a profundidade à medida que aumenta o peso da água.















Experiência 4 - Simulação de um géiser


 Concluíram que devido à diferença de pressão, o ar sobe rapidamente pela parte mais estreita do funil. Ao sair com maior velocidade o ar arrasta água para fora do funil produzindo o géiser.
No géiser verdadeiro, a pressão é originada pela ebulição da água que está em contacto com as rochas incandescentes vulcânicas no interior da Terra.

Experiência 5 - Simulação de um vulcão



 O nosso grande obrigada aos professores Fernanda Amélia, Susana Duarte, Conceição Moreira, Joaquim André e Cristina Piteira pela excelente tarde de convívio com as Ciências Experimentais.

3.12.15

Concurso Nacional Literacia 3D: o desafio pelo conhecimento

Entre os dias 23 e 27 de novembro, a Escola Alexandre Herculano participou nas provas de literacia, promovidas pela Porto Editora.











A prova de Literacia de Leitura foi aplicada aos alunos do 5ºano, dos quais participaram vinte e nove alunos (sete da turma A, três da B, dez da C, quatro da D, dois da E, e três da G).




A prova de Literacia de Matemática foi aplicada aos alunos do 7ºano, dos quais participaram quinze alunos (nove da turma A, cinco da C e um da D).




Provas concluídas, resta-nos aguardar os resultados...


2.12.15

Uma viagem com...o Tiago Figueiredo

Para se viajar, podemos utilizar diferentes meios de transporte. Imaginar-se um deles foi o desafio colocado na oficina de escrita da semana passada.
De entre os vários meios de transporte, o Tiago imaginou-se um barco à vela.


O Barco à Vela
Pintura do Tiago Figueiredo para ilustrar o seu poema

Ando sempre a boiar
Sem nunca mergulhar
Ou ando pelo oceano
ou ando pelo mar.

Quando paro fico a flutuar
a maré fico a ver
posso ser muito lento
porque ando à medida do vento.

Há tempestades no mar islâmico.
Quando começa a trovejar,
fico muito nervoso
entro em pânico.

Quando há uma grande seca
perco a estaleca
o sol começa a abafar
aqui no meio do mar.

Assim vivo contente
pois vou ao nível da corrente.
E gosto muito de apreciar
a minha vida no mar.


Uma viagem...com o Rafael Raimundo

No passado dia 24 de novembro, decorreu mais uma sessão da Oficina de Escrita. Nesta sessão o desafio de escrita foi colocar-se na pele de um meio de transporte.
Então, o Rafael imaginou-se um avião.


O avião

Tenho duas asas
de grande dimensão.
Voo muito alto,
sou o avião.

As pessoas estão a bordo
os motores a funcionar
está na hora de partir
está na hora de voar.

São cinco da manhã
Pintura realizada pelo Rafael para ilustrar o seu poema
não para de chover
e para piorar
está um frio de morrer.

Já estou quase nas nuvens
já vejo o Sol a brilhar
e ao outro lado do mundo
eu hei de chegar.

Às nuvens já cheguei
e já parou de chover
mas um grande caminho
ainda vou ter de fazer.

Já voo a direito
e já me estou a cansar
metade já passou
mais metade hei de voar

Os motores coitados
já não estão a funcionar.
Depressa! Depressa!
Tenho de os pôr a trabalhar!

Problema resolvido
já estou a baixar
a viagem terminou
outra há de começar.

Para lá, para cá
estou sempre a viajar.
Mas, infelizmente
nunca poderei parar.