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15.1.21

Oficina da Ilustração: Os Mapas - da Ilustração Livre à Ilustração Científica

Qual é o desafio de hoje? "Redescobrindo o Brasil... Elaboração de um mapa a partir da Carta a El-Rei D. Manuel sobre o Achamento do Brasil, de Pero Vaz de Caminha, 1500."


Exploramos o longo caminho dos mapas como forma de representar a superfície terrestre: dos Descobrimentos Marítimos (século XV/XVI) até à atualidade (século XX/XXI). 

Realizamos uma articulação entre a Arte e a Geografia, mais concretamente a Cartografia. 

Aplicamos uma técnica mista, utilizando os seguintes materiais: canetas de tinta permanente, canetas de feltro de cores e lápis de grafite.

Descobrimos os Mapas, que, ao longo da História da Humanidade, nos oferecem um percurso muito interessante desde a Ilustração Livre até à Ilustração Científica. 

Verificamos que este é mais um bom exemplo do Encontro entre a Arte e a Ciência! 



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ETAPA 1: 
Leitura e seleção das referências geográficas fundamentais

Os nossos artistas leem excertos da Carta que Pero Vaz de Caminha escreveu, ao longo da viagem de Pedro Álvares Cabral, desde Portugal até ao Brasil, em 1500; identificam e sublinham as referências geográficas descritas na Carta, utilizando cores e símbolos de acordo com a legenda: 
  • o local e a data de partida (Europa, Portugal, Lisboa - Belém);
  • assim como o local e a data de chegada (América do Sul, Brasil/Terra de Vera Cruz, Recife/Porto Seguro);
  • o percurso atlântico (locais de passagem, tais como Ilhas Canárias e de Cabo Verde);
  • bem como a duração da viagem (em dias);
  • alguns elementos naturais (formas do litoral, hidrografia, formas de relevo, flora e fauna);
  • e também alguns elementos humanos (povo e povoações indígenas).
 





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ETAPA 2: 
Elaboração de um Mapa, a partir das referências geográficas lidas e selecionadas na Carta


Seguidamente, elaboram um Mapa sobre o caminho marítimo desde Portugal até ao Brasil, bem como os elementos naturais e humanos observados pelos primeiros exploradores ao serviço do reino de Portugal, com destaque para Pedro Álvares Cabral, tais como descritos na Carta.

Ponderam sobre as dificuldades sentidas pelos primeiros exploradores, quanto à descrição e representação cartográfica dos territórios descobertos.

Verificam que os primeiros mapas são belas obras de arte em aguarela, com pouco rigor e muita imaginação, em suma: ilustrações livres!

Por fim, refletem sobre a evolução dos métodos e técnicas para representar a superfície terrestre; constatam a importância dos elementos fundamentais de um mapa -  título, legenda, escala, orientação e fonte - para a elaboração de mapas progressivamente mais rigorosos: ilustrações científicas!


 
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ETAPA 3: 
Apreciação de outros mapas: dos Descobrimentos Marítimos (século XV/XVI) até à atualidade (século XX/XXI). 


Primeiras representações do Oceano Atlântico:
  • a leste, a costa de Portugal / Península Ibérica e de África;
  • a oeste, a costa do Brasil, então designado Terra Incognita (terra desconhecida).

 
Primeiras representações da costa do Brasil e do lugar de chegada da frota de Pedro Álvares Cabral:
  • Brasil / Terra de Vera Cruz, Recife / Porto Seguro.
 
 

Representações do Brasil, considerando as observações e os registos na Carta de Pero Vaz de Caminha:
  • alguns elementos naturais - formas do litoral, hidrografia, formas de relevo, flora e fauna;
  • e também alguns elementos humanos - povo e povoações indígenas.


Representações de espaços marítimos e terrestres cada vez mais vastos: 

Esta representação do Oceano Atlântico, de áreas mais vastas dos continentes Americano, Africano e Europeu é bastante mais rigosrosa que as anteriores.
 


Representações de Portugal Continental e Insular:





Representações do mundo:




Representações de espaços terrestres e marítimos utilizando meios digitais - ArcGIS, Google Earth, entre outras ferramentas informáticas:


Bom Trabalho!
A professora e artista plástica,
Maria João Neves

14.1.21

Oficina da Ilustração: Ilustração Livre & Ilustração Científica

"A Arte encontra a Ciência" é o desafio proposto! 


Eis algumas questões que merecem a nossa reflexão:

Que SEMELHANÇAS existem entre Ilustração Livre e Ilustração Científica?

  • Ambas promovem a capacidade de OBSERVAÇÃO! Pode ser uma OBSERVAÇÃO DIRETA ("ao vivo", "in loco") ou INDIRETA (através da DESCRIÇÃO, ou seja, do olhar de outros).
  • Ambas desenvolvem a MEMÓRIA, registando as observações passadas e/ou para memória futura!
  • Ambas são formas de ARTE.

Que DIFERENÇAS existem entre Ilustração Livre e Ilustração Científica?

  • Em qualquer caso, a Ilustração Livre estimula a expressão INDIVIDUAL.
  • A Ilustração Científica promove a LINGUAGEM UNIVERSAL, de modo a ser reconhecida e compreendida por todos. Assim, a arte está ao serviço da ciência.




Ilustração Livre:
  • O artista pode preocupar-se em representar com realismo as paisagens e as suas ocupações, as plantas, os animais e demais seres vivos, os objetos / as naturezas mortas, etc... Dizemos que essas obras são REALISTAS.
  • Às vezes, as suas representações são tão detalhadas e fiéis, que as designamos de HIPER REALISTAS. (Neste caso, podem aproximar-se da ilustração científica.)
  • Em qualquer caso, podemos encontrar os traços individuais do artista, isto é, a sua forma única de OBSERVAR tudo o que o rodeia.
  • O artista pode desejar "libertar-se da realidade" e as suas obras podem tornar-se IMPRESSIONISTAS, EXPRESSIONISTAS... por vezes ABSTRATAS.

Ilustração Científica:
  • A ilustração científica procura o RIGOR, a EXATIDÃO, quer na observação, quer na descrição e na representação.
  • Baseia-se em instrumentos de medida e também em registos (textos, fotografias...) muito detalhados e precisos.
  • Promove a LINGUAGEM UNIVERSAL, de modo a ser reconhecida e compreendida por todos.
  • Assim, a ARTE ESTÁ AO SERVIÇO DAS CIÊNCIAS, tais como: botânica, biologia, medicina (anatomia), geografia (cartografia, paisagem), astronomia, etc..



23.11.20

Oficina da Ilustração – BE Alexandre Herculano: Dia Nacional da Cultura Científica

Viva! 

Em 24 de novembro celebra-se o DIA NACIONAL da CULTURA CIENTÍFICA e presta-se homenagem a António Gedeão, poeta - pseudónimo de Rómulo de Carvalho, professor de Física e Química. Porquê? Porque foi um homem capaz de combinar a Arte e a Ciência.

A exposição "A Arte encontra a Ciência" reúne obras realizadas no âmbito da Oficina da Ilustração, no ano letivo 2019/20, que contrapõem Ilustração Livre / Ilustração Científica. 




ILUSTRAÇÃO LIVRE & ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA

Que semelhanças?

  • Ambas promovem a capacidade de OBSERVAÇÃO! Pode ser uma OBSERVAÇÃO DIRETA ("ao vivo", "in loco") ou INDIRETA (através da DESCRIÇÃO, ou seja, do olhar de outros).
  • Ambas desenvolvem a MEMÓRIA, registando as observações passadas e/ou para memória futura!
  • Ambas são formas de ARTE.

ILUSTRAÇÃO LIVRE & ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA

Que diferenças?

  • A ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA promove a LINGUAGEM UNIVERSAL, de modo a ser reconhecida e compreendida por todos. Assim, a arte está ao serviço da ciência.
  • Em qualquer caso, a ILUSTRAÇÃO LIVRE estimula a expressão INDIVIDUAL.




ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA
  • A ilustração científica procura o RIGOR, a EXATIDÃO, quer na observação, quer na descrição e na representação. 
  • Baseia-se em instrumentos de medida e também em registos (textos, fotografias...) muito detalhados e precisos.
  • Promove a LINGUAGEM UNIVERSAL, de modo a ser reconhecida e compreendida por todos.
  • Assim, A ARTE ESTÁ AO SERVIÇO DAS CIÊNCIAS, tais como: botânica, biologia, medicina (anatomia), geografia (cartografia, paisagem), astronomia, etc..

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DESAFIO: ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA - Raças de Galinhas Autóctones Portuguesas
Articulação: Oficina da Ilustração / Ciências Naturais
Técnica: Aguarela
Artistas: Diana Santos, Joana Pereira, Madalena Santo
Fonte: AMIBA - Registo Zootécnico / Livro Genealógico das Raças de Galinhas Autóctones Portuguesas [Consultado em janeiro 2020]. Disponível em URL: http://www.amiba.com.pt





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DESAFIO: ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA - Conchas
Articulação: Oficina da Ilustração / Ciências Naturais
Técnica mista: Aguarela, Lápis de cores, Lápis aguareláveis, Caneta de tinta permanente
Artistas: Afonso Garcia, Dinis Gonçalves, Sofia Alcobia
Fonte: ARTHUR, Alex (1997) - Conchas, Enciclopédia Visual, Lisboa, Editorial Verbo, p. 13





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ILUSTRAÇÃO LIVRE
  • O artista pode preocupar-se em representar com realismo as paisagens, as pessoas e as suas ocupações, as plantas, os animais e demais seres vivos, os objetos / as naturezas mortas, etc.... Dizemos que essas obras são REALISTAS.
  • Às vezes, as suas representações são tão detalhadas e fiéis, que as designamos HIPER REALISTAS. (Neste caso, podem aproximar-se da ilustração científica.) 
  • Porém, em qualquer caso, podemos sempre encontrar os traços individuais do artista, isto é, a sua forma única de OBSERVAR tudo o que o rodeia.
  • O artista pode desejar "libertar-se da realidade" e as suas obras podem tornar-se IMPRESSIONISTAS, EXPRESSIONISTAS... por vezes mesmo ABSTRATAS.
  • Preocupa-se cada vez menos em ser objetivo (e figurativo), colocando nas suas obras a sua leitura subjetiva (progressivamente menos figurativa). Nas suas obras regista cada vez mais as suas ideias (pensamentos), as suas emoções (sentimentos) e as suas sensações (menos a visão, mais o tato, a audição, o olfato e até o paladar).

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DESAFIO: ILUSTRAÇÃO LIVRE - As Cores e as Formas na Obra de... Amadeo de Souza Cardoso (Conchas)
Articulação: Oficina da Ilustração / Projeto eTwinning
Técnica mista: Canetas de tinta permanente, Lápis de cores, Lápis de cera e Ceras de óleo 



Afonso Garcia



Diana Santos





Dinis Gonçalves


Leonardo Figueiredo




Madalena Santo



Mafalda Franco


Sofia Alcobia


Parabéns aos nossos artistas e cientistas!
A professora e artista plástica,
Maria João Neves