Ontem foi a vez das crianças da sala da educadora Helena receberem a professora bibliotecária para ouvirem o conto A Arca do Tesouro.
Ouviram a história da Maria que tinha uma arca do tesouro que lhe foi dada pela avó.
"- Às vezes - disse a avó - também temos saudades de algumas palavras. Palavras que formam frases que não dizemos muito.
Ou, quando as queremos dizer, até parece que nos ficam agarradas na garganta e não conseguem sair de lá. Por exemplo...gosto muito de ti...Quantas vezes queremos dizer esta frase e não dizemos? Porque temos vergonha...
(...)
Então abres a caixa e deitas também essas palavras lá para dentro. E ainda não é tudo. Se tiveres saudades de alguém ou de alguma coisa, também podes dizê-lo para dentro da caixa. Ela entende tudo!"
As crianças perceberam a mensagem da avó da Maria e vão seguir o seu conselho.
Neste espaço, partilhamos e divulgamos as atividades dinamizadas no âmbito do Plano Anual de Atividades das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano. Além desta divulgação, daremos a conhecer, aos nossos visitantes, outros temas relevantes e atuais.
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16.3.15
Mais uma Arca do Tesouro no JI da Quinta da Anacoreta
11.3.15
A Arca do Tesouro no JI de Quinta da Anacoreta
Na sala da docente Cristina Faro também se ficou a conhecer o conto de Alice Vieira, A Arca do Tesouro.
Olharam para dentro da caixa levada pela professora bibliotecária e viram que estava vazia, como a caixa que a avó tinha dado à Maria.
"Maria olhou para dentro da caixa, mas não viu tesouro nenhum. Nem tesouro nem outra coisa qualquer. Nada de nada. A caixa estava completamente vazia...
- Aqui não há tesouro nenhum...- murmurou ela.
A avó deu uma grande gargalhada.
(A avó nunca tinha voz de inverno)
- Claro que não! O tesouro és tu que o vais pôr aí dentro!
Maria não estava a entender nada.
Que tesouro?
E onde ia ela agora descobrir um tesouro?
E quanto custava um tesouro?
A mãe estava sempre a dizer que não havia dinheiro para nada e que por isso é que o pai chegava a casa cada vez mais tarde...
Então a avó explicou-lhe que há muitos tesouros mesmo, mesmo à nossa beira, só que nós é que não damos por eles..."
No final da audição do conto, foram buscar imagens para colocarem na arca do tesouro da sua sala.
Além de terem ouvido o conto, o encontro com a professora bibliotecária foi ocasião para receberem o prémio por terem participado no concurso da Semana da Leitura no ano letivo 2013-2014.
Comemoração da Leitura - JI da Quinta da Anacoreta
A Arca do Tesouro, da autoria de Alice Vieira foi até ao Jardim de Infância de Quinta da Anacoreta.
Na sala da docente Ana Bela Mendes, as crianças ouviram atentamente a professora bibliotecária e interagiram na interpretação das imagens e na reprodução de sons ou de falas do conto ouvido.
Começou-se por ler a imagem da capa e antecipar conteúdo quanto à personagem, ao espaço onde decorre a ação e ativaram-se ideias quanto à palavra "tesouro".
Antecipada a história a partir da imagem da capa e do título, deu-se início à leitura do conto.
"De cada vez que acaba a chuva, o vento, as tardes escuras e as manhãs geladas, há uma voz que rompe das raízes das árvores adormecidas e entra no coração das pessoas.
Então as pessoas abrem os olhos devagar, muito de va ga ri nho porque a voz que agora as habita lhes murmura:
- Chegou o tempo de não ter pressa.
E os dias duram muito mais, porque o sol se deixa ficar pendurado no céu durante muito mais tempo, e estende os seus braços e entra na terra
na areia da praia
no cabelo das mães
nos gelados que se derretem nas mãos das crianças."
Na sala da docente Ana Bela Mendes, as crianças ouviram atentamente a professora bibliotecária e interagiram na interpretação das imagens e na reprodução de sons ou de falas do conto ouvido.
Começou-se por ler a imagem da capa e antecipar conteúdo quanto à personagem, ao espaço onde decorre a ação e ativaram-se ideias quanto à palavra "tesouro".
Antecipada a história a partir da imagem da capa e do título, deu-se início à leitura do conto.
"De cada vez que acaba a chuva, o vento, as tardes escuras e as manhãs geladas, há uma voz que rompe das raízes das árvores adormecidas e entra no coração das pessoas.
Então as pessoas abrem os olhos devagar, muito de va ga ri nho porque a voz que agora as habita lhes murmura:
- Chegou o tempo de não ter pressa.
E os dias duram muito mais, porque o sol se deixa ficar pendurado no céu durante muito mais tempo, e estende os seus braços e entra na terra
na areia da praia
no cabelo das mães
nos gelados que se derretem nas mãos das crianças."
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