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29.4.16

"O tempo", de Diana Barreto

Quando "escrever" se torna num prazer, basta uma palavra abraçar e muito bem raciocinar para um poema criar. É o que acontece com a Diana Barreto...


"O Tempo"

O tempo é atleta
que não pára de correr
treina horas e horas
só para nos vencer.

Tem galo, o despertador
que canta de madrugada
congela no inverno
e abre a seara.

Não nos deixa fazer
a comida antes do jantar
e temos de comer ervilhas
antes de as congelar.

Tem filhos, netos e bisnetos
que são horas, minutos e segundos
não têm coração
só ponteiros finos e pontiagudos.

É redondo como a bola
e como o gelado de limão,
que se prolonga no cone,
da forma do focinho do cão.

Acaba aqui este poema
pois não tenho tempo para continuar
eu até fazia mais
mas o tempo não quer parar.

Muitos parabéns, Diana! Está fantástico!




26.4.16

"A amizade não se compra, conquista-se"

Que grande verdade, Diana: "A amizade não se compra, conquista-se". Este é o título de um bonito poema que a Diana escreveu numa aula de Português da professora Graça Gonçalves.
Hoje enviou-me o poema por mail e, como tive autorização da Diana para o publicar no blogue, aqui vos deixo o poema sobre a conquista da amizade.

"A amizade não se compra, conquista-se

Neste mundo há dinheiro,
paz, guerras e conflitos,
mas o valor da amizade
nem têm os ricos.

Há muita gente
que a procura nos mercados,
mas só encontram
frescos e enlatados.

Até D. Afonso Henriques
ao governar Portugal,
não percebeu
que estava a fazer mal.

Houve muito sangue
espalhado pelo chão.
Só não apareceu
um verdadeiro amigão.

A amizade não se compra
mas conquista-se aos poucos
como Portugal
conquistou aos mouros.

Assim se aprende
o moral desta história:
a amizade é conquista
em forma de vitória.



2.3.14

Recordando Florbela Espanca...

"Lágrimas ocultas"

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!


Quanto ao poema do aluno, optámos por um feito pelo Rodrigo Miranda, da Turma 6 da E.B. de São Domingos.
Este poema foi construído após audição do conto "O gigante egoísta", da autoria de Oscar Wilde.
Como ilustração do poema, escolhemos uma tela de João Alfaro.

A Vida


Eu fui egoísta...

Eu fui egoísta
Até o meu avô morrer
Mas vê-lo sofrer
Tornou-me noutro ser.

Com o meu comportamento
A minha mãe ficou contente
Com a mudança de sentimento
Agrado a toda a gente.

22.4.12

“Os livros são casas livres
onde as palavras se cruzam
para mostrarem os sentidos
que têm e que usam.
Os livros são tão livres
como a nossa liberdade,
seja na areia da praia
ou na biblioteca da cidade,
porque sempre que se abrem
dizem o muito que sabem
só para nos dar felicidade. ”

Ler, Doce Ler - José Jorge Letria