26.5.26

Apresentação do Projeto "LER fora da Escola"

No dia 25 de maio, foi apresentado à comunidade educativa  o projeto "LER fora da escola", uma iniciativa que pretende promover hábitos de leitura desde o pré-escolar, valorizando o livro e a leitura em contexto familiar.

Estiveram presentes na sessão a coordenadora interconcelhia da Rede das Bibliotecas Escolares (RBE), professora Lina Duarte e a professora bibliotecária das escolas de São Domingos e Vale de Santarém, Paula Santos.

       


Também estiveram presentes a docentes, alunos e respetivos encarregados de educação.

A professora bibliotecária iniciou a sessão com uma pergunta...



Após um breve exercício de memória, o foco da apresentação centrou-se no problema que tem motivado vários estudos e nos quais tem ficado demonstrado que a leitura em ambiente familiar contribui em muito para a melhoria dos níveis de desempenho na leitura.


















Antes de terminar, a professora bibliotecária leu dois trechos da obra literária A Raridade das Coisas Banais, da autoria de Pedro Chagas Freitas.



" - Como te chamas?
- Pechimperé.
- Mas isso não é um nome.
- Pois não. Mas fez-te sorrir, não fez?

Acho que os adultos levam a vida demasiado a sério. O grande objetivo da vida é rir. Pelo menos, o meu. Os adultos não entendem muito bem esta minha maneira de ver a vida, dizem que é - é esta a palavra - inconsequente. No outro dia, ia ver ao dicionário o que queria dizer mas pelo caminho encontrei o Zé Pedro e ficámos os dois a brincar. Foi uma tarde de grande risota. ele escondeu-se na casa da avó dele, a senhora Ivone, e quando demos por nós já estávamos os três a procurar-nos uns aos outros. A vida é tão simples: basta procurarmo-nos uns aos outros para sermos felizes, não é? (...)"




"(...) - Parabéns, mamã!
- Porquê?
- Por teres acordado.

Os adultos levam as celebrações demasiado a sério. Só celebram de ano a ano quando alguém ganha um prémio qualquer ou tem um trabalho novo. São tão limitados, pobres coitados. Eu e o Zé Pedro adoramos celebrar. Há bocado fizemos uma festa para comemorar o primeiro macaco que ele conseguiu tirar do nariz hoje. A vida pode ser apenas a existência de macacos no nariz, e mesmo assim é tão boa, não é?

- Não gosto de adultos, mamã.
- Porquê?
- São demasiado imaturos.

A chave da felicidade é ficar longe de idiotas, certo? Os adultos levam o tempo demasiado a sério. E é por isso que o perdem de uma forma infantil. Inventam complicações, pensam que não conseguem o que tanto querem e de tanto pensarem que não conseguem não conseguem mesmo, ficam parados diante dos obstáculos. Eu e o Zé Pedro ontem conseguimos passar um obstáculo de quatro metros. Trepámos a uma árvore, depois pusemo-nos às cavalitas um do outro e não demorou mais de dois ou três minutos para um de nós estar do lado de lá. O segredo da vida é tantas vezes trepar a uma árvore e depois usarmo-nos uns aos outros às cavalitas para ultrapassarmos os obstáculos. Só os adultos não sabem disso. Eu já fui adulto, sabem? Mas depois cresci".

Depois da leitura destes trechos, terminou com o alerta do neurocientista francês Michel Desmurget e a recomendação: Ponham-nos a ler!


Para finalizar, os docentes dinamizadores dos projetos na sua turma deram o seu testemunho, apontando os benefícios do projeto nos seus grupos de alunos.




Por fim, interveio a professora Lina Duarte, coordenadora interconcelhia da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), enaltecendo todo o esforço feito pelos professores e encarregados de educação, reafirmando a necessidade desse esforço conjunto biblioteca-escola-família para que se consiga melhorar os níveis de literacia das crianças e jovens.




No final da sessão, uma fotografia junto ao painel criado pelos alunos da UAM com a devida orientação da professora Catarina Godinho. Obrigada, Catarina! O painel ficou lindo, como sempre! 



A rematar o encontro, uma visita pela exposição com os trabalhos realizados ao longo do ano no âmbito do projeto.


Momentos para observar e analisar...

Momentos para conversar...


Momentos para apresentar ideias...


Momentos para apreciar os trabalhos feitos...
































Momentos para tirar ideias...






Ao longo do ano, muito se trabalhou, tanto na sala como no meio familiar, o qual foi sendo partilhado no padlet que a seguir se apresenta.

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