A partir da ilustração do Rodrigo, o Rafael Raimundo criou a história...
Coisas de Gato
Era uma vez um mundo em que os gatos dominavam tudo e todos.
Nesse mundo, os gatos viviam em paz, dormiam em cima das árvores e dos prédios
e mudaram o nome de muitas atrações turísticas. Assim a “Disneyland” passou a
denominar-se “Gatoland”, o “Monte Everest” ficou “Monte Felino”. Os cães,
coitados, foram feitos escravos. Os humanos tinham abandonado o planeta, pois
os gatos eram muito mais fortes e ágeis do que eles. O Monte Rushmore que antes
representava quatro conhecidos presidentes dos Estados Unidos da América, agora
representava três dos gatos mais importantes da história e o rei dos gatos da
América, Europa e África, o gato Tareco. Já do outro lado do mundo, colada em
todos os edifícios e autocarros, estava a fotografia do rei dos gatos da Ásia e
da Oceânia, o gato Izabo.
Um dia, o rei Izabo embebedou-se com rum para gato e decidiu
atacar o território do rei Tareco. Isto originou uma guerra mundial. Um gato
chamado Bonifácio apercebeu-se deste problema e saiu do planeta. O gato
Traquinas fechou-se num antigo bunker.
Com a guerra a bombar, nenhum canto da Terra era seguro. A
primeira cidade a cair foi Nova Iorque, seguida de Nova Deli e de Gatomala,
capital de Gatomala, antiga Guatemala.
Em Gashington DC., o gato rei Tareco perguntou ao seu
conselheiro, o gato Gatrump:
- Meu conselheiro, diz-me o que fazer para acabar com a
guerra!
O gato Gatrump, sem hesitar, respondeu:
- Por que não chamar o Gatindiana
Jones para encontrar e enterrar o machado de guerra?
E assim foi. Gatrump foi a Gatindianapólis à procura de
Gatindiana Jones. Infelizmente, ele estava em reunião com Gatcuuck Norris em
nova Nova Jersey e foi para lá que se dirigiu Gatrump.
Chegado à cidade, encontrou Gatindiana Jones num bar a ver um
programa qualquer de televisão.
- Sr. Gatindiana Jones! – chamou Gatrump.
- O gato Cristiano Gatinaldo é o melhor jogador de futebol do
mundo!
Acalmada a euforia de verem Cristiano Gatinaldo, Gatrump
descreve a missão ao aventureiro Gatindiana Jones.
- Só aceito com uma condição!!! – gritou Gatindiana Jones. –
Deixarem-me levar o meu grande amigo James Gatobond.
E assim foi. Os dois amigos forma procurar o machado a Paris.
Revolveram os cantos e recantos da cidade luz e foram à Torre Gateiffel.
Nada…não encontraram o machado.
A seguir foram infiltrados em Hong Kong. Estavam num bar a
beber uns compôs (de água) e arranjaram uma briga. É claro que eles derrotaram
os seus atacantes com tacos de basebol.
Depois foram a Michu Picchu, no Peru. Passaram pelas 7
maravilhas do mundo e mais algumas. Percorreram e vasculharam todos os lugares
do mundo e não encontraram o machado.
- Perdi a esperança! – exclamou James Gatobond.
A esperança nunca está perdida! – disse alegremente Gatindiana Jones – Eu sempre soube com quem está o
machado.
- Onde? – interrogou James Gatobond.
- Não te posso dizer. – respondeu o aventureiro- mas
garanto-te que amanhã já não haverá guerra.
Gatobond foi para casa e Gatindiana Jones para Gashington
DC com um grande plano em mente.
Gatrump estava sozinho em casa, orgulhoso de si mesmo. Tinha
enganado o presidente, Gatindiana Jones e James Gatobond. Saltou para a sua
cama real e pôs-se confortável. De repente, o conselheiro de Tareco ouviu o som
de um vidro a partir-se.
- Apanhei-te, gato mau! – gritou Gatindiana Jones depois de
partir a janela do quarto de Gatrump. Tu tens o machado de guerra! Qual o
melhor sítio para esconder um machado? - disse o aventureiro olhando em sua
volta. Já sei!
Gatindiana Jones saltou para baixo da cama de Gatrump e achou
o machado de guerra.
O aventureiro fugiu para o deserto mais inabitável do mundo.
Quando lá chegou escavou um buraco, pôs lá o machado e tapou-o muito bem.
Depois deste ato, a guerra acabou!
Gatrump foi preso.
Bonifácio voltou à Terra
Traquinas saiu do bunker.
Tareco tinha novamente o domínio total da América e da África
e ia agora condecorar Gatindiana Jones e James Gatobond.
- Tareco!!!!
Tareco acabara de acordar com o grito do seu dono. Já não possuía
a América, a Europa e a África.
Era apenas um gato comum, pois tudo aquilo que ele vivera
durante estes dias não passava de um sonho.
Sonhos, aventuras, domínio de tudo e de todos. Estas palavras
não são meras palavras. Estas palavras são coisas de gato.
Parabéns, Rafael Raimundo!
Rodrigo, estás contente com mais esta a história criada a partir da tua ilustração?